O perfil do profissional do século XXI

Home » Gestão de Carreira » O perfil do profissional do século XXI

* Luiz David
Carlessi é consultor do IDORT/SP.

Fonte: InfoMoney

O mercado de trabalho exige cada vez mais dos profissionais, tanto
para os que estão ingressando como também para os que já estão e pretendem
permanecer nele. Este mercado tem mudado em várias de suas características:
tamanho, distribuição geográfica, surgimento, diminuição ou até mesmo
desaparecimento de algumas profissões, caracterização do vínculo empregatício,
entre outras. Diante desse cenário, a necessidade de adaptação e absorção de
novas competências (conhecimentos, habilidades e experiências) e a capacidade
de percepção e flexibilização são cruciais.

O profissional do século XXI deve possuir muitas características,
entre elas, empreendedorismo, resiliência, pró-atividade, liderança
energizadora, percepção, comunicação, persuasão, assertividade, criatividade,
cultura, humanismo. Todas essas características têm sido muito requisitadas
pelas empresas. Não se trata de ter profissionais supra-humanos, visto que,
isso é impossível e tem levado muita gente a um nível de estresse muito grande.
Trata-se de reconhecer seus potenciais, suas limitações e a partir daí, de
forma equilibrada e estruturada, buscar o auto-desenvolvimento.

A tecnologia também tem sido cada vez mais importante na questão
profissional. Independentemente da área do conhecimento, ela fornece a base
conceitual necessária a uma evolução do pensamento e da análise. Atualmente, a
utilização de ferramentas tecnológicas é um fator de diferenciação no mercado
de trabalho. Compreender claramente o ambiente em que vivemos e suas
correlações é fundamental para qualquer profissional, mas não devemos ser
consumidores compulsivos dessas tecnologias e perder a noção da realidade. Os
profissionais não podem ficar desatualizados com a evolução tecnológica devem
saber usar essa ferramenta com sabedoria para gerar resultados efetivos.

Manter uma boa relação no ambiente de trabalho também
é essencial no perfil do profissional. A produtividade, a criatividade, o
sucesso da empresa e do profissional, e tantos outros fatores, dependem de um
ambiente de trabalho saudável. Deve haver competição? Sim, deve. Um tipo à qual
podemos chamar de coopetição. Isto é, uma competição pela melhoria, pelo
sucesso, que aumente os níveis de cooperação, de integração, de ganhos para
todos. Pode parecer um sonho, mas não é. É uma questão de mudança de
paradigmas.

Creio que muitos já devem ter lido o livro ‘O Monge e o Executivo’
de James Hunt. Independentemente das questões de cunho religioso que alguns
podem encontrar, Hunt aborda questões muito importantes para uma condução
saudável de um relacionamento no ambiente de trabalho. Ele introduz um termo
muito raro de ser encontrado nos livros destinados ao ambiente empresarial: o amor,
visto aqui como respeito, consideração, acolhimento.
Essa
afeição significa ter respeito e cuidado pelas pessoas, pelo ambiente (incluso
o meio-ambiente), pelos clientes, pelos fornecedores, pelo equipamento e até
mesmo pelos concorrentes. 

Outro ponto muito abordado é se os profissionais devem saber um
pouco de tudo ou aprofundar-se num único assunto. Pode-se focar,
prioritariamente, uma ou outra dependendo da profissão, da atuação profissional
e até mesmo do momento de vida ou carreira. No entanto, num mundo globalizado e
de mudanças rápidas, com conexões e competências cada vez mais complexas, é
impossível adotar uma ou outra visão polarizada. Um bom exemplo disso é que
muitas organizações contratam profissionais que oriundos da área de exatas
para atividades financeiras ou administrativas, enquanto outras trazem
profissionais das áreas de humanas ou artes para atuar junto a grupos altamente
técnicos.

Gostaria de possuir uma bola de cristal para
prever o futuro e dar boas dicas para os profissionais. Como não tenho, arrisco
alguns conselhos: Faça o que você gosta e ame o que você faz. Seja dedicado,
persistente, lute por aquilo que você acredita. Goste das pessoas, tenha humor
e uma visão positiva da vida, mesmo naqueles momentos nos quais você teria todos
os motivos para desistir. Trabalhe, trabalhe muito, mas trabalhe sabendo aonde
você quer chegar. Defina um objetivo claro para sua vida pessoal e
profissional, mas um objetivo bem definido, bem estruturado e suportado por um
plano de ação. Você pode! Acredite nisso. Faça com que isso seja sua energia
vital.

Dentro da categoria Gestão de Carreira. Link permanente.